Uma dança que mudou na pandemia, uma pandemia que mudou a dança.

Texto por: Maria Sabrina Fetz

Desde que me conheço por gente sempre tive a dança em minha rotina semanal, no primeiro momento por exigência de meus pais ainda quando eu era criança, e depois com o tempo por perceber o quanto fazer aquela atividade me fazia bem.

Realmente virou um ótimo vício, e hoje compreendendo o que a dança faz com nossa mente e corpo, venho compartilhar o quanto ela pode fazer a diferença na nossa vida.

Antes de começar a falar sobre dança, usaremos alguns marcadores de tempo diferentes, que surgiram agora no ano de 2020, tais como: a.p e d.p, ou seja: Antes da pandemia e depois da pandemia. Considerando esses marcadores, voltamos a falar da dança… rsrs

A.p. a dança era indicada e geralmente frequentada por pessoas que “não gostam de academia/ musculação” e por isso procuravam alguma atividade que tivesse mais dinâmica e movimento. Nas aulas de dança além de mexer o esqueleto e ter os benefícios físicos, você pode rir e conversar com seus colegas de aula, fazer novas amizades e no final ir para casa normalmente.

Agora, no d.p., tudo mudou! Nunca na vida os amantes da dança, sejam eles do ballet, dança do ventre, hip hop ou forró (entre tantas outras modalidades que existem), imaginaram que algo aconteceria que proibisse de frequentar as aulas de dança presencialmente. E foi aí que um pequeno “surto mental” aconteceu com todos os profissionais e alunos da área.

Primeiro por não poder frequentar, segundo pois foi ali que se notou o quanto fazia falta para o equilíbrio mental uma atividade que as vezes é considerada só física.

Nunca se imaginou que ensinar dança a distância via videoconferência seria possível. Começamos a encontrar meios de comunicação, estreitar laços e flexibilizar métodos para que esse bem se continuasse.

Por muitas vezes e muitos dias, na fase mais tensa da pandemia, me vi muito mal por não poder estar com minhas alunas e possibilitar que o ensino continuasse como estava em nosso cronograma. Muitas vezes comecei a aula desanimada por tudo o que tivemos que desistir e recomeçar do zero, mas afirmo que foi exatamente o não desistir e persistir na dança que fez com que eu realmente não adoecesse e seguisse firme com minhas alunas mantendo elas também saudáveis, focadas, determinadas e em consequência, felizes.

Ouvir música, concentrar no ritmo e exercitar muitas vezes sequências difíceis, fez com que nos mantivéssemos unidos pensando na próxima aula e como melhorar aquela dificuldade, além de nos dar ânimo e força para que mais aquele dia passasse e chegasse ao tão esperado fim da pandemia, que até hoje continua. (loading…)

Tendo esse desvio de foco dos problemas gerados por esse caos, fazia com que cada vez mais nosso corpo se mantivesse bem. Tudo é frequência e vibração e a dança muda a frequência da nossa mente, corpo e espírito. Considerando que corpo e mente se influenciam diretamente somada a lei da atração, pudemos ter mais saúde, vitalidade, paz, amor e felicidade… e arrisco ainda mais em dizer que foi isso que me manteve sem pegar o vírus até agora.

Qual tipo de dança você mais gosta? Se você ainda não experimentou nenhum, se arrisque, pesquise, se joga… se já experimentou? Volte a dançar! Hoje temos inúmeros profissionais dando aulas sensacionais presencialmente e até mesmo online, sem ter que sair de casa. A dança nunca esteve tão perto da gente e podemos desta forma expandir ainda mais o nosso público, formando novos apreciadores de uma arte tão bela e significante na nossa cultura mundial.